O brasileiro Eder Bruno de Sousa Pinto, de 33 anos, não perdeu a conexão com Araçatuba, sua terra natal, mesmo após cinco anos vivendo em Portugal. Neste domingo (25), ele exercerá seu direito de voto em Lisboa, onde os brasileiros escolherão o próximo presidente da República entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Atualmente assistente comercial, Eder se mudou para Portugal em 2021, inicialmente com a intenção de passar apenas três meses viajando pelo continente europeu. Contudo, ele se encantou com o país e decidiu ficar. Mesmo longe, Eder se mantém atualizado sobre os acontecimentos no Brasil e acredita que seu voto é essencial para influenciar o futuro do país.
“Votar para presidente é um dever de todo cidadão brasileiro, independentemente de onde viva. Estou longe, mas ainda estou ligado ao Brasil e é fundamental participar das decisões que afetam nosso futuro”, afirmou Eder, que já havia votado no primeiro turno e descreveu a experiência como organizada e eficiente.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa auxiliou os eleitores com informações sobre a votação, disponibilizando um canal de atendimento para esclarecer dúvidas sobre a seção eleitoral. Para Eder, os resultados das eleições têm a capacidade de impactar não apenas sua vida, mas também a de seus familiares que ainda residem no Brasil, além de influenciar a economia e as relações entre os dois países.
“Exercer o meu dever de cidadão é uma forma de defender a democracia e lutar por um Brasil mais justo”, destacou. A saudade de Araçatuba e da comida brasileira também faz parte de sua rotina, mas a determinação de participar ativamente da vida política do Brasil é uma prioridade para Eder.
Com quase 919 mil brasileiros aptos a votar no exterior e uma concentração significativa em países como Estados Unidos, Portugal e Japão, o sistema eleitoral ainda enfrenta desafios. A abstenção foi alarmante no primeiro turno, alcançando 62,69%, um aumento em relação à eleição anterior. Mesmo assim, Eder se destaca entre aqueles que acreditam na importância do voto, reafirmando que, mesmo fora do Brasil, a participação política é um direito que deve ser exercido.


