quinta-feira, 05/11/2026

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Gaeco apresenta denúncia contra ex-presidente da Câmara de Catanduva e familiares por lavagem de dinheiro de quase R$ 4 milhões

Um esquema alarmante de desvio de verbas públicas e contratos fraudulentos foi descoberto em Catanduva, levantando preocupações sobre a integridade das finanças municipais. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-presidente da…

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Um esquema alarmante de desvio de verbas públicas e contratos fraudulentos foi descoberto em Catanduva, levantando preocupações sobre a integridade das finanças municipais. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-presidente da Câmara Municipal, Marcos Aparecido Ferreira, e seu filho, entre outros, pelo crime de lavagem de dinheiro. Essa ação é um desdobramento da “Operação Rei do Pix”, que já havia sido deflagrada em junho de 2023, para investigar o desvio de quase R$ 4 milhões entre 2023 e 2024, quando Ferreira estava à frente da Casa de Leis.

O apelido “Rei do Pix”, que batiza a operação, é uma referência a um dos investigados, que se destacou nos bastidores da Câmara. No total, sete pessoas foram denunciadas, incluindo assessores que, segundo o Gaeco, também estavam envolvidos nas manobras financeiras. Apesar das tentativas de contato com a Câmara e as defesas dos envolvidos, não houve retorno até o fechamento desta matéria.

As investigações revelam que o grupo utilizava diversas táticas para ocultar a origem dos recursos desviados, que totalizaram cerca de R$ 3,89 milhões. Entre as práticas denunciadas estão a compra e reforma de imóveis de alto padrão em nome de “laranjas”, além da realização de depósitos fracionados, uma técnica conhecida como “smurfing”, que dificulta o rastreamento financeiro das transações.

Uma das fraudes mais notórias envolveu uma empresa de fachada que recebeu R$ 100 mil para um serviço de hidratação de poltronas de couro, que nunca foi realizado. As investigações mobilizaram uma força-tarefa composta por 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal e mais de 200 policiais militares, que realizaram buscas em diversos endereços, incluindo a própria Câmara Municipal.

Além disso, a Justiça já havia determinado a indisponibilidade de bens dos investigados, que podem chegar a R$ 20 milhões, e a apreensão de veículos e quantias em dinheiro. O Gaeco também solicitou o confisco de propriedades e empresas ligadas ao esquema, além de um valor para a reparação dos danos causados aos cofres públicos de Catanduva. Este caso reforça a necessidade de vigilância constante sobre a administração pública e a importância da transparência nas finanças municipais.