terça-feira, 20/10/2026

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Polícia Civil realiza operação contra esquema ilegal de importação de eletrônicos e apreende BMW de investigador

A Polícia Federal deflagrou uma grande operação em São José do Rio Preto, visando desmantelar um esquema de contrabando de eletrônicos que movimentou cerca de R$ 460 milhões. A ação ocorreu na manhã desta…

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A Polícia Federal deflagrou uma grande operação em São José do Rio Preto, visando desmantelar um esquema de contrabando de eletrônicos que movimentou cerca de R$ 460 milhões. A ação ocorreu na manhã desta terça-feira (20) e resultou em diversas apreensões, incluindo uma luxuosa BMW, encontrada no prédio de um dos investigados, um policial civil. Vale ressaltar que, até o momento, não havia mandado de prisão contra o investigador Arthur Henrique de Oliveira Santos.

Ao todo, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, com 31 deles realizados em Rio Preto e outros em cidades vizinhas, como Catanduva e Olímpia. Durante a operação, a polícia prendeu três homens em flagrante, e a investigação ainda está em andamento para determinar a participação de outros envolvidos.

O delegado-chefe da PF, Alexandre Manoel Gonçalves, explicou que a investigação teve início há cerca de dois anos, quando pequenas apreensões de mercadorias começaram a levantar suspeitas sobre uma rede mais organizada de contrabando. “Não era um fato isolado, mas sim uma estrutura capaz de importar e distribuir grandes quantidades de produtos eletrônicos”, afirmou o delegado.

Os investigadores descobriram que o grupo utilizava indivíduos sem capacidade econômica compatível para ocultar a verdadeira origem dos recursos. Com isso, compravam veículos em nome de terceiros, conhecidos como “freteiros”, para facilitar o transporte das mercadorias ilegais. Além disso, muitos dos chefes da organização residiam em condomínios de alto padrão, o que dificultava o acesso das autoridades e a fiscalização das lojas envolvidas.

Até o momento, 17 pessoas foram identificadas como parte do esquema, sendo que 13 já foram detidas. A PF também solicitou à Justiça a aplicação de tornozeleiras eletrônicas para os principais líderes do grupo, a fim de evitar que continuem suas atividades ilícitas.

A operação resultou em uma série de apreensões, que vão desde veículos e eletrônicos até joias e armas. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados e a suspensão de perfis em redes sociais utilizados para comercializar os produtos contrabandeados. Os envolvidos poderão enfrentar sérias acusações, incluindo contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa.