Os números de acidentes de trânsito na região de Rio Preto não param de crescer, e as consequências são alarmantes. Entre janeiro e agosto de 2026, a área registrou 189 mortes, um aumento em relação ao ano anterior, quando 186 vidas foram perdidas em um número menor de incidentes. Essa realidade é a que enfrenta o motociclista Rodrigo Aparecido de Paula, que viveu um drama pessoal após ser atropelado em um cruzamento de São José do Rio Preto.
No dia 29 de dezembro de 2025, Rodrigo, de 38 anos, teve sua vida drasticamente mudada ao ser atingido por um carro que não respeitou a sinalização. O acidente, que ocorreu no bairro Centenário da Emancipação, resultou em ferimentos graves, incluindo a fratura das duas pernas. Desde então, Rodrigo passou por quatro cirurgias e está em um longo processo de reabilitação, com a esperança de voltar a andar um dia.
O impacto do acidente não foi apenas físico. Ele descreve a tristeza de ter sua autonomia roubada, dependendo da ajuda da família para as atividades diárias. Sua mãe, que deixou o emprego para cuidar dele, e seu pai, que também contribui nos cuidados, tornaram-se seus principais suportes. A situação é um lembrete doloroso da fragilidade da vida e da importância da segurança no trânsito.
Dados do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Info Siga) revelam que, apesar da redução no número total de acidentes em São José do Rio Preto, a gravidade das colisões aumentou, resultando em mais mortes. A maioria das vítimas fatais são homens jovens, com idades entre 18 e 24 anos, e as motocicletas são frequentemente os veículos mais envolvidos nesses trágicos acidentes.
Rodrigo, que sempre teve uma vida ativa e saudável, agora enfrenta incertezas sobre seu futuro. Ele expressa sua frustração com o sistema de justiça, que permitiu que o motorista responsável pelo acidente respondesse em liberdade. Para ele, a impunidade é uma dor adicional em meio ao sofrimento físico e emocional.
No entanto, mesmo diante de tantas dificuldades, Rodrigo mantém uma atitude positiva. Ele acredita que cada novo dia é uma nova chance de lutar pela recuperação. “Estou vivo, e isso é o que importa”, afirma. Sua história é um apelo à conscientização sobre a segurança no trânsito e uma reflexão sobre como um momento de descuido pode mudar vidas para sempre.
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