Um triste episódio abalou Catanduva no último domingo (18), quando o médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, perdeu a vida em uma troca de tiros com a polícia. O cirurgião vascular era uma figura conhecida na cidade, tendo atuado como diretor-presidente do Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi, além de ser um profissional respeitado na área de angioplastia.
Luciano, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), mantinha uma clínica particular no bairro São Francisco, onde atendia pacientes e realizava diversos procedimentos. No entanto, seu histórico não era apenas profissional; ele também enfrentou desafios pessoais, incluindo um episódio de prisão em agosto de 2025, quando foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção na gestão de saúde pública.
O trágico incidente do último domingo começou quando sua esposa acionou a Polícia Militar, relatando ameaças de morte por parte do médico. Segundo informações, Luciano estava armado e em estado agressivo após um churrasco, durante o qual possivelmente consumiu bebida alcoólica. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a esposa fora de casa, mas os filhos do casal, de 10 e 14 anos, permaneceram dentro, se abrigando no banheiro.
Durante as tentativas de negociação, Luciano apontou a arma para os policiais e disparou, levando à reação dos agentes, que acabaram por atingir o médico. Ele não sobreviveu aos ferimentos. Enquanto isso, os filhos foram resgatados sem ferimentos, mas a esposa foi levada a um hospital devido ao estado emocional abalado.
Além da tragédia familiar, a polícia descobriu um arsenal na residência de Luciano, que incluía oito armas de fogo, munições e um objeto que se assemelhava a uma granada, que na verdade era uma réplica decorativa. A descoberta gerou preocupação na comunidade, levantando questões sobre a segurança e controle de armas na cidade.
Luciano Lopes Pastor deixa para trás três filhos e um legado complexo, que inclui tanto sua contribuição à medicina quanto sua ligação a práticas ilícitas. O caso continua sendo investigado, enquanto a cidade lamenta a perda de uma figura que, em muitos aspectos, simbolizava a luta entre a vida profissional e os desafios pessoais.


