segunda-feira, 19/10/2026

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Médico com histórico criminal e objetos de culto nazista morre em confronto com a polícia

Um trágico incidente em Catanduva, São Paulo, resultou na morte de um médico de 52 anos, após uma troca de tiros com a polícia. Luciano Lopes Pastor foi abordado pela PM neste domingo (18)…

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Um trágico incidente em Catanduva, São Paulo, resultou na morte de um médico de 52 anos, após uma troca de tiros com a polícia. Luciano Lopes Pastor foi abordado pela PM neste domingo (18) após sua esposa relatar que ele a havia ameaçado de morte durante uma discussão. A situação se agravou rapidamente, levando a um desfecho fatal.

Luciano, que era conhecido na cidade por atuar na área vascular, já tinha um histórico criminal relacionado a posse irregular de armas. Ele havia sido preso em agosto de 2025 durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigava um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na gestão de uma Organização Social de Saúde na região.

A operação, que ficou conhecida como “Duas Caras”, revelou envolvimentos de vários municípios e apontou para a utilização de contratos fraudulentos e empresas fantasmas. Apesar de ter sido liberado após a prisão, Luciano foi afastado de seu cargo de diretor no hospital psiquiátrico que presidia.

No dia do incidente, a polícia chegou ao local e encontrou a esposa do médico na área externa da residência, enquanto os filhos do casal, de 14 e 10 anos, estavam dentro de casa. A mulher havia informado à PM que Luciano estava armado e sob efeito de álcool após um churrasco. Quando os agentes tentaram negociar, ele apontou a arma em direção a eles e disparou, levando os policiais a revidar e ferir o médico, que não sobreviveu ao confronto.

O arsenal encontrado em sua casa foi alarmante: oito armas de fogo, incluindo pistolas e espingardas, além de munições e armas brancas. Também foi apreendida uma medalha com o símbolo da suástica nazista, o que gerou ainda mais indignação na comunidade local. A situação se complicou com a descoberta de uma réplica decorativa de granada, que levou o Esquadrão Antibombas a ser chamado ao local.

A esposa de Luciano não sofreu ferimentos físicos, mas foi encaminhada a um hospital devido ao sofrimento psicológico. Os filhos, por sua vez, foram acolhidos por uma tia. O caso levanta questões preocupantes sobre a violência doméstica e o uso de armas, um tema que continua a ser debatido em nossa sociedade.