Um trágico incidente ocorreu em Catanduva, interior de São Paulo, onde um médico de 52 anos foi morto em uma troca de tiros com a polícia após ameaçar sua esposa. O caso, que ocorreu no último domingo (18), teve início quando a mulher acionou a Polícia Militar, relatando um episódio de violência doméstica e informando que seu marido, Luciano Lopes Pastor, estava armado e agressivo, especialmente após um churrasco onde havia consumido álcool.
Ao chegarem ao local, no bairro Jardim Aeroporto, os policiais encontraram a mulher fora da residência, mas seus dois filhos, de 14 e 10 anos, estavam dentro da casa com o pai. Durante a abordagem, os agentes tentaram estabelecer uma comunicação pacífica, mas Luciano, em vez de cooperar, apontou sua arma para os policiais e disparou, levando à reação dos agentes que, em legítima defesa, o atingiram, resultando em sua morte no local.
A situação foi ainda mais alarmante ao se descobrir que, na casa do médico, havia um arsenal considerável, incluindo mais de oito armas de fogo, munições, além de armas brancas e até uma medalha com o símbolo da suástica nazista. A apreensão do material foi necessária, já que a polícia não conseguiu verificar a regularidade das armas. O Esquadrão Antibombas foi chamado para investigar um objeto semelhante a uma granada, que se revelou ser uma réplica decorativa.
Luciano Lopes Pastor era cirurgião vascular e seu caso foi registrado sob várias acusações, incluindo resistência à prisão e violência doméstica. Os filhos foram resgatados sem ferimentos e entregues a uma tia, enquanto a esposa recebeu atendimento hospitalar. Este incidente levanta questões sérias sobre a violência doméstica e o porte de armas, temas que continuam a ser debatidos em nossa sociedade.



