sábado, 17/10/2026

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Iniciativas do Sesi: Satélite e horta orgânica destacam o compromisso das escolas com a educação sustentável

Em Jundiaí, um projeto inovador vem transformando a relação das crianças com a natureza e a alimentação. Batizado de Vale Verde, a iniciativa da Prefeitura utiliza uma vasta horta escolar de 50 mil metros…

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Em Jundiaí, um projeto inovador vem transformando a relação das crianças com a natureza e a alimentação. Batizado de Vale Verde, a iniciativa da Prefeitura utiliza uma vasta horta escolar de 50 mil metros quadrados para ensinar aos pequenos sobre cultivo de alimentos orgânicos e a importância da preservação ambiental. Com quase três décadas de existência, o projeto já impactou diversas gerações de estudantes na cidade.

Criadas para alunos de 4 a 11 anos, as atividades práticas ocorrem entre os canteiros, proporcionando não apenas conhecimento, mas também uma conexão direta com o processo de produção dos alimentos que irão para a merenda escolar. Ao todo, são mais de 120 mil pés de hortaliças por ano, abrangendo 26 variedades, como cenouras, alfaces e tomates, além de plantas alimentícias não convencionais, como azedinha e vinagreira.

A ideia é que as crianças entendam a origem dos alimentos e a importância da agricultura sustentável desde cedo. Ao aprenderem sobre o cultivo sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos, os alunos não só melhoram sua alimentação, mas também desenvolvem hábitos conscientes e respeitosos em relação ao meio ambiente.

Enquanto isso, em Itapetininga, outra turma de jovens demonstra que a inovação e a sustentabilidade podem andar de mãos dadas. Estudantes do Sesi criaram o ECOsat, um pequeno satélite projetado para monitorar a qualidade do ar em grandes altitudes. Essa iniciativa não só une tecnologia e conscientização ambiental, como também serve de aprendizado prático para os alunos do terceiro ano do ensino médio.

Com um design cúbico de 10 centímetros, o ECOsat será lançado a cerca de 30 quilômetros de altitude por um balão, coletando dados atmosféricos durante sua trajetória. O professor Rodrigo Raffa, que orienta o projeto, destaca a relevância da experiência para o futuro profissional dos alunos, que estão desenvolvendo habilidades em programação e engenharia.

Os estudantes de Itapetininga já foram reconhecidos em competições, conquistando prêmios que refletem a dedicação e o potencial do projeto. Livia de Gões Rocha, uma das participantes, enfatiza a importância de deixar um legado para as próximas turmas, garantindo que a busca pela sustentabilidade e inovação continue a prosperar nas escolas da região.

Essas iniciativas, tanto em Jundiaí quanto em Itapetininga, mostram que a educação ambiental e a tecnologia podem se unir para formar uma nova geração mais consciente e engajada na preservação do planeta. Com projetos como esses, o interior paulista demonstra que é possível cultivar um futuro mais sustentável e promissor, tanto para as crianças quanto para o meio ambiente.