sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Rio Preto

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Investigação revela que piloto de ultraleve que caiu no rio não tinha licença para voar o modelo.

A tragédia que abalou Pereira Barreto em fevereiro de 2024 continua a reverberar na região. Um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado na última quarta-feira (14), revelou que…

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A tragédia que abalou Pereira Barreto em fevereiro de 2024 continua a reverberar na região. Um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado na última quarta-feira (14), revelou que o piloto do ultraleve que caiu no Rio Tietê não possuía a habilitação necessária para pilotar esse tipo de aeronave. Rosivaldo Mendes da Silva, de 38 anos, que também era proprietário de uma oficina de motos em Sud Mennucci, perdeu a vida no acidente, enquanto um passageiro ficou gravemente ferido, mas sobreviveu.

De acordo com o Cenipa, a aeronave do tipo anfíbia apresentava várias irregularidades que contribuíram para a queda. Apesar de ter um histórico de 15 anos pilotando aeronaves aerodesportivas, Rosivaldo não possuía a habilitação específica para operar ultraleves anfíbios. Ele havia obtido um Certificado de Piloto Desportivo em 2010, que já estava expirado há mais de uma década.

O relatório também destacou que a Caderneta Individual de Voo do piloto não estava atualizada, com apenas 12 horas e 40 minutos de voo registrados. Durante a investigação, foram descobertas adaptações impróprias no motor da aeronave, incluindo peças de veículos automotivos, evidenciando a falta de manutenção adequada.

Outro ponto crucial levantado pelos peritos foi a violação das regras de tráfego aéreo. O voo, que tinha como objetivo observar o pôr do sol, ultrapassou o horário permitido, uma vez que a legislação proíbe voos noturnos para aeronaves experimentais sem os equipamentos necessários. Cerca de 10 minutos após a decolagem, o ultraleve perdeu sustentação e colidiu com a água, levando à morte do piloto e ao ferimento do passageiro.

O acidente ocorreu em um trecho do Rio Tietê próximo a Sud Mennucci, e pescadores que estavam na área acionaram o Corpo de Bombeiros assim que presenciaram a queda. Infelizmente, Rosivaldo ficou preso na estrutura submersa e não sobreviveu. O passageiro foi resgatado com vida por moradores locais, mas sofreu uma fratura na perna e foi levado para atendimento médico.

O Cenipa concluiu que a falta de cumprimento das normas de segurança na aviação civil foi a principal causa da tragédia, alertando para os riscos que envolvem operar fora das exigências regulamentares. A comunidade local, ainda em luto, reflete sobre a importância da segurança na aviação e a necessidade de mais cuidados nas práticas de pilotagem.