sexta-feira, 23/10/2026

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Filha relata ciúmes do pai após tragédia que resultou na morte da mãe a facadas em cidade do interior de SP

Uma tragédia abalou a cidade de São José do Rio Preto na tarde de quarta-feira, 21 de setembro. Elisângela Aparecida Matheus, uma pedagoga de 51 anos, foi brutalmente assassinada a facadas por seu companheiro,…

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Uma tragédia abalou a cidade de São José do Rio Preto na tarde de quarta-feira, 21 de setembro. Elisângela Aparecida Matheus, uma pedagoga de 51 anos, foi brutalmente assassinada a facadas por seu companheiro, Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, diante da filha de 15 anos e da bebê de apenas um ano e 11 meses. A filha mais velha da vítima, Milena Cristina Giuliete, revelou à TV TEM que a relação entre sua mãe e o padrasto sempre foi marcada por ciúmes e conflitos.

Milena soube da tragédia pelo relato de sua irmã, que estava em casa no momento do crime. Segundo ela, a infelicidade começou quando Elisângela, que acompanhava a bebê a uma consulta, se tornou incomunicável ao ficar sem acesso à internet. Hiago, enfurecido, chegou a casa e, após se trancar no quarto com a vítima, iniciou uma nova rodada de agressões. A adolescente, ouvindo os gritos da mãe, tentou intervir, mas não conseguiu evitar a violência.

A cena de horror foi registrada por câmeras de segurança, mostrando Hiago fugindo da casa, descalço e sem a faca que utilizou no crime. Os paramédicos do Samu foram chamados, mas, infelizmente, não conseguiram reanimar Elisângela, que já estava em estado crítico.

O clima de ciúmes e possessividade de Hiago não era novidade. Milena contou que, nos últimos tempos, o padrasto monitorava as redes sociais de sua mãe e tinha acessos indiscretos ao seu celular. Ela relembrou uma ocasião em que Hiago chegou a ameaçar Elisângela e a filha mais nova, mas mesmo assim, após promessas de mudança, a relação continuou, culminando no trágico desfecho.

Após o crime, Hiago se apresentou à polícia e foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher. A investigação revelou que o corpo de Elisângela apresentava sinais de luta, indicando que ela tentou se defender. O caso ganha contornos ainda mais sombrios ao se descobrir que Hiago tinha um histórico criminal, já tendo sido condenado pelo assassinato da ex-namorada em 2016.

Este caso ressalta a urgência de discussões sobre violência contra a mulher e os alarmantes índices de feminicídio. A comunidade de São José do Rio Preto se vê mais uma vez diante da necessidade de proteção e respeito à vida das mulheres, que não devem viver com medo em seus próprios lares.

Crédito da imagem: Marido foge a pé após matar a esposa em Rio Preto, SP