Um trágico incidente no interior de São Paulo abalou a cidade de Catanduva. No último dia 12 de outubro, um homem de 33 anos, identificado como Fabrício Augusto Das Neves, foi encontrado morto em uma suíte de motel, onde estava acompanhado de um pastor local, Alex Sandro Soares Zeca, e de uma mulher chamada Ana Lígia Oliveira do Carmo. O trio havia consumido bebidas alcoólicas e drogas antes da fatalidade.
A situação do pastor é preocupante, uma vez que ele já possui um histórico de violência doméstica. No final de 2022, Alex foi preso após sua filha, então com apenas 11 anos, denunciar que ele estava agredindo sua esposa e portava uma arma. A Polícia Militar encontrou a mulher com ferimentos e o pastor foi levado ao hospital sob escolta policial, onde foi tratado antes de ser encaminhado à cadeia.
Na segunda-feira (19), Alex foi novamente detido por violência doméstica, desta vez após uma briga com a esposa. Ele tentou fugir, mas acabou sendo encontrado pela polícia nos fundos da casa de um vizinho. Após prestar depoimento, foi liberado.
Quanto ao caso do motel, o relato de Ana Lígia à polícia revela detalhes alarmantes. Ela afirmou que o pastor ofereceu cocaína e que, após Fabrício começar a se sentir mal, ele se refugiou no banheiro. Ao retornar, ele continuava a apresentar sinais de mal-estar, e Ana, preocupada, decidiu esperar no carro. O que se seguiu foi trágico: ao ouvir um barulho de vidro quebrando, ela voltou para encontrar o pastor tentando reanimar Fabrício, que estava desacordado e apresentava convulsões.
A situação se agravou quando Alex, em um momento de desespero, tentou fugir do motel, derrubando o portão ao tentar sair sem pagar. Apesar da rápida chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Fabrício não sobreviveu. O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal e as investigações continuam sob a alçada da Polícia Civil, que registrou o caso como morte suspeita, entre outras infrações.
O motel envolvido na ocorrência, o Psiu, se manifestou apenas para afirmar que preza pela privacidade de seus clientes e não comentará o caso. A situação levanta questões sérias sobre a segurança e o bem-estar nas relações, além de expor um ciclo preocupante de violência que ainda persiste em nossa sociedade.


